Santa Cruz e Venâncio Aires

Mapa vetorizado

O site contém um mapa vetorizado de Santa Cruz de autoria de Otavio Boni Licht. Em grande parte, este mapa baseia-se no mapa digitalizado de 1859 (vide abaixo).

Associados a este mapa, há um pequeno número de proprietários, principalmente de lotes próximos à Vila de Santa Cruz. Como fonte para esses proprietários, Otavio listou o códice F1220 do Arquivo Histórico do RS. Não consegui localizar este códice. Talvez seja o F1221 – Registro de Títulos de Posse de Prazos Coloniais – Diretoria Geral da Fazenda Provincial – Santa Cruz – 1859-1860.

Mapas digitalizados

  • primeiro mapa da colônia que encontramos é de 1859, portanto dez anos depois do estabelecimento da colônia. Ele foi confeccionado por João Martinho Buff, Diretor da Colônia entre 1850 e 1859. Nele aparecem as primeiras picadas criadas. Parte delas aparece de forma diversa em mapas posteriores, o que indica que Buff incluiu não somente os lotes que já tinha demarcado, mas também aqueles que estavam projetados. Este mapa me foi passado por Otavio Licht.
  • No ano de 1870, foi confeccionando um pequeno mapa da sede da Colônia. O mapa é interessante por mostrar os nomes originais que tinham as ruas, bem como a distribuição dos terrenos dentro das quadras, a qual perdura até a atualidade. O mapa aparece no livro de Hardy Martin (vide bibliografia abaixo).
  • Em 1881, foi confeccionado um novo mapa, deste vez por Carlos Trein Filho, personagem importante da história de Santa Cruz, pois além de agrimensor, ocupou vários cargos, entre eles os de Diretor da Colônia e de Vereador. Ao contrário do mapa de Buff, este mapa parece ser mais fiel à realidade, mostrando a lotes efetivamente medidos. Além disso, a numeração de lotes provavelmente corresponde aos registros de prazos coloniais feitos pelo próprio Carlos Trein para toda região na mesma época. Estes registros encontram-se no Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul e estão disponíveis no repositório Familysearch (ao final deste artigo, incluí os links para os respectivos cadastros). 
    Por alguma razão que não pude determinar, algumas picadas próximas à sede da colônia, como as picadas Juca Rodrigues e João Alves, não constam do mapa, mesmo tendo constando no mapa de 1859 e em mapas posteriores. Talvez sejam colônias particulares, fora da autoridade do Diretor da Colônia que confeccionou o mapa.
    Este mapa igualmente me foi passado por Otavio Licht.
  • Um mapa muito bonito é o de Rio Pardinho, que estava encadernado em um livro comemorativo do centenário desta picada (vide bibliografia no histórico de Santa Cruz). Além de ser bem fiel à realidade, o mapa contém não somente os números dos lotes coloniais, mas também os nomes dos respectivos proprietários em 1870. O mapa propriamente dito não está datado e provavelmente é de 1952, quando do Centenário da picada.
  • Outro mapa que não está datado é intitulado Provinzial Kolonie Santa Cruz. Obtive este mapa do colega Bruno Kadletz de Santa Catarina. Trata-se de uma mapa em Alemão, que mostra a Colônia de Santa Cruz e as colônias ao seu redor, como Candelária, Rincão del Rey e Monte Alverne. Além de ser interessante por mostrar os nomes das picadas também em Alemão, é o único dos mapas que obtive que indica a localização de algumas picadas. Deve ser do final do Século 19, pois as Picadas ao redor da cidade já estão estabelecidas. Não é muito preciso e, na região ao redor de Monte Alverne, parece conter incorreções.
  • Em 1922, quando o município tinha sua extensão máxima, foi confeccionado um mapa completo do município. O mapa mostra a divisão em distritos, em picadas e em lotes. Infelizmente, a cópia que obtive é de baixa resolução, o que prejudica uma aproximação maior, que permita ler os números dos lotes.
  • Do mesmo ano de 1922, é o pequeno mapa da sede do município. Os nomes das ruas já são os atuais (a leitura é prejudicada pela baixa resolução). É possível ver a divisão das quadras em terrenos e a localização das edificações que havia na época. Também estão identificadas as chácaras que havia ao redor da cidade, marcadas pelas letras “A” até “O”. 
  • mapa de Venâncio Aires de 1930 também pode ser interessante para o pesquisador interessado em Santa Cruz. No início da colonização, várias picadas no Oeste do município, próximas a Monte Alverne (Riotal) estavam ligadas à Colônia de Santa Cruz. Era nas igrejas de Santa Cruz que os habitantes daquelas colônias faziam seus registros. Este mapa mostra a divisão em picadas e lotes, mas os mesmos não estão numerados. Alguns poucos lotes têm seus proprietários identificados.