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mapas

A Colônia Santo Ângelo (não confundir com a cidade homônima na região das Missões) ficava localizada nas margens do Rio Jacuí, ao Norte da cidade de Cachoeira do Sul. A maior parte da colônia estava localizada onde hoje se encontra o município de Agudo. Ela começou a ser ocupada em 1857 e destinava-se a imigrantes alemães.

Para esta colônia, temos dois mapas.

Mapa digitalizadoSanto Ângelo – 1948

Este mapa tem uma boa correspondência com a realidade. É de alta resolução permitindo ver bem os detalhes. O mapa mostra picadas e lotes que estão numerados.

Fonte – cópia obtida por Otavio Licht do mapa “Sem autor. Planta da Colônia Barão de Santo Ângelo. Escala 1:40.000. Sobradinho. 8/11/1948″

Marcadores – As picadas e muitos dos lotes estão marcados. Os marcadores dos lotes podem estar um pouco deslocados, já que foram gerados automaticamente a partir do mapa vetorizado que tem os mesmos problemas (vide abaixo). As picadas podem ser encontradas através da busca de picadas no menu do geoColony.

Mapa vetorizadoSanto Ângelo

O mapa mapa vetorizado foi produzido Otavio Licht a partir do mapa digitalizado. Esta vetorização é antiga e menos fiel a realidade do que o mapa digitalizado.

Proprietários

O banco de dados registra proprietários para 328 dos 1129 lotes que havia na colônia. Como fonte para os registros de propriedade foram usados os seguintes códice do Arquivo Histórico do RS:

  • [AP062] – (observação: parece tratar-se de numeração antiga usada pelo Arquivo Histórico do RS – refere-se a Registro de Títulos de Prazos das Colônias de Santo Ângelo e Nova Petrópolis)
  • [F1221] – Códice no Arquivo Histórico do RS – Registro de Títulos de Prazos Coloniais – Diretoria Geral da Fazenda Provincial (antigo nº 75) – Nova Petrópolis e Santo Ângelo – 1859-1869 (disponível no familyserach.org neste link)
  • [F1223] -Códice no Arquivo Histórico do RS – Registro de Títulos de Prazos Coloniais – Diretoria Geral da Fazenda Provincial (antigo nº83) – Nova Petrópolis e Santo Ângelo – 1877-1882
  • [F1224] – Códice no Arquivo Histórico do RS – Registro de Títulos de Prazos Coloniais – Diretoria Geral da Fazenda Provincial (antigo nº84) – Nova Petrópolis e Santo Ângelo – 1882-1890 (disponível no familysearch.org neste link)
Sobre o nome da colônia

Uma curiosidade acerca do mapa de 1948 usado para o site: Por alguma confusão, talvez dos cartógrafos, o mapa usado na digitalização está identificado como sendo da colônia denominada “Barão de Santo Ângelo”, quando o nome da colônia sempre foi somente “Santo Ângelo” sem o prefixo “Barão”. O Barão de Santo Ângelo realmente existiu, mas não tinha nenhuma relação com esta colônia. Em versões anteriores do site, havíamos transcrito este nome de forma literal a partir do mapa. Obrigado a Alejandro Jesus Fenker Gimeno que me apontou o problema.

A Colônia Philippson foi uma colônia judaica estabelecida em 1904 ao Norte de Santa Maria. Ela foi criada pela ICA – Jewish Colonization Association, cujo objetivo era promover a emigração de judeus perseguidos na Europa.

O site contém o mapa vetorizado Colônia Philippson, de autoria de Otavio Licht. O mapa mostra a divisão em lotes, mas estes não estão numerados. Tão pouco há um cadastro de proprietários. Para construir este mapa, Otavio usou o seguinte mapa antigo:

Plan de la Colonie Philippson. 1:40.000. s.d. apud Nicolaiewsky, E. Israelitas no Rio Grande do Sul. Porto Alegre. 1975.

A história desta colônia, com depoimentos de moradores e descendentes pode ser vista no vídeo a seguir (link externo):

Silveira Martins, também denominada Quarta Colônia, foi uma colônia estabelecida a Leste de Santa Maria, na margem direita do Rio Jacuí, e se destinava a receber colonos italianos. Foi criada em 1877. Era chamada de Quarta Colônia, pois começou a ser ocupada depois das três primeiras colônias italianas localizadas na Serra Gaúcha.

Para esta colônia, temos dois mapas:

Mapa digitalizado de 1949Silveira Martins – 1949

Este mapa tem uma boa correspondência com a realidade. É de alta resolução permitindo ver bem os detalhes. O mapa mostra picadas e lotes que estão numerados.

Fonte – cópia foi obtida por Otavio Licht do mapa “M. Lopes. Planta da Colônia Silveira Martins. Planta nº 1106. Escala 1:40.000. Sobradinho. 11/02/1949″

Marcadores – Neste mapa, as picadas estão marcadas e podem ser encontradas através da busca de picadas no menu do geoColony

Mapa vetorizadoSilveira Martins

O mapa mapa vetorizado foi produzido Otavio Licht a partir do mapa digitalizado. Esta vetorização é antiga e menos fiel a realidade do que o mapa digitalizado.

Proprietários

Para esta colônia, não há cadastro de proprietários.

Mapa geral

  • Geral – Colônias – 1924 (mapa digitalizado)
    Mapa geral de colônias no RS em 1924. Mostra seus nomes e localização.
    Mapa em alemão, obtido junto ao Arquivo Nacional. Talvez tenha sido produzido como parte das comemorações do Centenário da Imigração Alemã, que ocorreu naquele ano.
    Mostra as paróquias, tanto católicas quanto luteranas. As colônias alemãs estão em cor ocre, as italianas em verde claro e as mistas em verde escuro.
    Na região Noroeste, o mapa é pouco preciso.

Mapas regionais

  • Regional – Estrela – 1887 (mapa digitalizado)
    Mapa mostrando as colônias ao redor de Estrela. Apenas visão geral, sem divisão em picadas/lotes. Cópia publicada por Orestes Mallman no grupo Genealogia RS do Facebook. Esta cópia está em baixa resolução: Os nomes de localidades podem ser difíceis de ler. Não consegui georeferenciar a parte a Noroeste do mapa (região de Soledade).
  • Regional – Norte do Jacuí – 1969 (mapa digitalizado)
    Mapa das colônias alemãs e italianas ao Norte do Rio Jacuí. O mapa encontra-se no livro de Jean Roche sobre a Colonização Alemã no RS. O livro é de 1969, mas o mapa não está datado. Somente colônias, sem picadas ou lotes.
  • Regional – Rio dos Sinos – 1924 (mapa digitalizado)
    Regional – Vale do Caí – 1924 (mapa digitalizado)
    Regional – Vales do Taquari e Pardo – 1924 (mapa digitalizado)
    Estes três mapas mostram os nomes e a localização aproximada de colônias nas respectivas regiões. Apesar de na legenda de cada mapa constar “Privat Länderein” (terras particulares), os mapas mostram tanto colônias governamentais quando privadas.
    Estes mapas encontram-se no livro do Centenário da Colonização Alemã no RS.
    Eram destinados apenas à ilustração, provavelmente sem uma pretensão de maior precisão. Por isso, ficam distorcidos ao sobrepô-los no mapa da atualidade.

A Colônia de Santa Cruz foi uma colônia governamental destinada a colonos alemães e estabelecida em 1849. Para um breve histórico da evolução geográfica da colônia veja esta página.

Esta postagem detalha os mapas das picadas coloniais ao redor de Santa Cruz. Há uma outra página explicando os mapas da sede da colônia.

Mapas digitalizados

  • mapa RS – Santa Cruz – 1859 é o mais antigo que está no site. Ele não é muito fiel e está no site mais por seu interesse histórico. As picadas encontram-se identificadas e os lotes numerados. É de 1859, portanto dez anos depois do estabelecimento da colônia.
    Ele foi confeccionado por João Martinho Buff, diretor da colônia entre 1850 e 1859. Nele aparecem as primeiras picadas criadas. Parte delas aparece de forma diversa em mapas posteriores, o que indica que Buff incluiu não somente os lotes que já tinha demarcado, mas também aqueles que estavam projetados. Este mapa me foi passado por Otavio Licht.
    Marcadores – as picadas e alguns poucos lotes próximos à sede da colônia estão marcados (marcação dos lotes com pequenos deslocamentos por ter sido gerada automaticamente) .
  • Em 1881, foi confeccionado o mapa RS – Santa Cruz – 1881 por Carlos Trein Filho, personagem importante da história de Santa Cruz, pois, além de agrimensor, ocupou vários cargos, entre eles, os de Diretor da colônia e o de Vereador. Ao contrário do mapa de Buff, este mapa é bem fiel à realidade e mostra picadas e lotes efetivamente existentes. A numeração de lotes provavelmente corresponde aos registros de prazos coloniais feitos pelo próprio Carlos Trein para toda região na mesma época. Estes registros encontram-se no Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul e estão disponíveis no repositório Familysearch (na página de histórico, incluí os links para os respectivos cadastros). 
    Por alguma razão que não pude determinar, algumas picadas próximas à sede da colônia, como as picadas Juca Rodrigues e João Alves, não constam desse mapa, mesmo tendo constando no mapa de 1859 e em mapas posteriores. Talvez tenham sido colônias particulares, fora da autoridade do Diretor da Colônia que confeccionou o mapa.
    Este mapa igualmente me foi passado por Otavio Licht.
    Marcadores – as picadas e alguns poucos lotes próximos à sede da colônia estão marcados (marcação dos lotes com pequenos deslocamentos por ter sido gerada automaticamente) .
  • Um mapa muito bonito é o mapa RS – Santa Cruz – Rio Pardinho – 1870, que estava encadernado em um livro comemorativo do centenário da Picada Rio Pardinho em 1952 (vide bibliografia no histórico de Santa Cruz). Além de ser bem fiel à realidade, o mapa contém não somente os números dos lotes coloniais, mas também os nomes dos respectivos proprietários em 1870. O mapa propriamente dito não está datado e provavelmente foi desenhado usando os dados de 1870.
    Marcadores – apenas picadas estão marcadas.
  • Outro mapa que não está datado é o mapa RS – Santa Cruz – Provinzial Kolonie Santa Cruz. Obtive este mapa do colega Bruno Kadletz, de Santa Catarina. Trata-se de uma mapa em Alemão, que mostra a Colônia de Santa Cruz e as colônias ao seu redor, como Candelária, Rincão del Rey e Monte Alverne. Além de ser interessante por mostrar alguns nomes das picadas também em Alemão, é o único dos mapas que obtive que indica a localização de algumas delas. Deve ser do final do Século 19, pois as picadas ao redor da cidade já estão estabelecidas. Não é muito preciso e, na região ao redor de Monte Alverne, parece conter incorreções.
    Marcadores – apenas picadas estão marcadas.
  • Em 1922, quando o município tinha sua extensão máxima, foi confeccionado o grande mapa RS – Santa Cruz – 1922. Este mapa mostra a divisão em distritos, em picadas e em lotes. Infelizmente, a cópia que obtive é de baixa resolução, o que prejudica uma aproximação maior. Com isso, nem sempre é possível ler os números dos lotes. 
    Marcadores – as picadas e alguns poucos lotes próximos à sede da colônia estão marcados (marcação dos lotes com pequenos deslocamentos por ter sido gerada automaticamente) .
  • Os mapas RS – Santa Cruz – Três Léguas – 1938 RS – Santa Cruz – Três Léguas – 1936 foram feitos por José Adriano Flesch (ver postagem sobre este autor) são de 1936 e 1938 e contêm números de lotes bem como alguns nomes de proprietários. A correspondência com a realidade é boa.
    Cobrem a região denominada Três Léguas, que ficava no extremo Norte do município de Santa Cruz. Na época, a região era parte do IV Distrito deste município. Na atualidade, esta região situa-se entre os municípios de Gramado Xavier e Boqueirão do Leão.
    Marcadores – os mapas não contêm marcadores.
Mapa vetorizadoColônia de Santa Cruz

O site contém um mapa vetorizado da Colônia de Santa Cruz, de autoria de Otavio Boni Licht. Em grande parte, este mapa baseia-se no mapa digitalizado de 1859. Conforme comentado acima, o mapa de 1859 aparentemente contém picadas que estavam projetadas e que depois dessa data foram implantadas de outra forma. Como este parece ter sido o principal mapa utilizado por Otavio para construir o mapa vetorizado, os problemas do mapa de 1859 refletem-se no mapa vetorizado. Além disso, o mapa está um pouco deslocado em relação à realidade.

Na construção deste mapa vetorizado, Otavio Licht usou as seguintes fontes:

  • Planta da Colônia de Santa Cruz, com as datas de terra confinantes levantada por João Martinho Buff Director da dita Colônia. Reduzida por Henrique Meyer. (este mapa de 1859 foi a principal fonte usada para criação do mapa vetorizado – (RS – Santa Cruz – 1859)
  • Mapa da Colônia de Santa Cruz. Escala 1:40.000. 1881. Planta nº 947. Cópia de Israel Azambuja. Directoria de Obras Públicas. Porto Alegre. 6/12/1890 (RS – Santa Cruz – 1881)
  • Planta cadastral parcial da Colônia Santa Cruz. 1:40.000, sem autor, sem data. (trata-se de um mapa da colônia de Rio Pardinho – RS – Santa Cruz – Rio Pardinho – 1870)
  • Carlos Schwerin. Planta da Colônia Rio Pardense. Medida e demarcada pelo Agrimensor Carlos Schwerin. 1864-1865 augmentada 1873-1875. Núcleo colonial de Francisco Ant. Borges.

Proprietários

Apenas para a picada Entrada de Rio Pardinho, há proprietários levantados. Estes podem ser vistos no mapa de 1881 e no mapa vetorizado. A relação dos proprietários provém do Códice SA151 do Arquivo Histórico. Como este códice e o mapa de 1881 foram produzidos pelo mesmo autor (Carlos Trein Filho), há uma perfeita correspondência entre eles.

Para as demais picadas, há um pequeno número de proprietários, principalmente de lotes próximos à Vila de Santa Cruz todos levantados por Otavio Licht. Como fonte para esses proprietários, Otavio listou o códice F1220 do Arquivo Histórico do RS. Não consegui localizar este códice. Talvez seja o F1221 – Registro de Títulos de Posse de Prazos Coloniais – Diretoria Geral da Fazenda Provincial – Santa Cruz – 1859-1860.