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Este sítio permite a visualização geográfica de lotes coloniais ocupados por imigrantes alemães e italianos no Rio Grande do Sul. Atualmente, o banco de dados compreende 24.338 lotes. Para 15.210 destes lotes, o banco de dados contém também informações sobre seus proprietários na época da imigração.

O conteúdo deste site é fruto do trabalho de  Otávio Boni Licht (Doutor em Geologia, ex-aluno da UFRGS e genealogista com importantes trabalhos publicados). Otavio compilou e digitalizou mapas antigos das colônias alemãs e italianas do RS. O saudoso Frei Rovílio Costa foi um dos incentivadores e principais colaboradores, cedendo um mapa de integração das colônias italianas, originalmente publicado na Itália. 

Foi um trabalho demorado, que exigiu digitalizar diretamente no monitor, o contorno de cada lote na posição geográfica mais precisa possível, já que a entrada eram mapas antigos. Depois disso, foram agregadas as informações do nome da colônia, linha ou travessão ou picada, zona e número a cada lote, a partir da digitação de livros e documentos com nomes de proprietários e outras informações. 

A partir dos dados disponibilizados por Otávio Licht, foi construído um aplicativo de visualização dos dados sobre mapas Google Maps. Neste aplicativo trabalharam em diferentes épocas, Vinicius Rosa dos Santos, Douglas de Oliveira Lima, Priscila Azevedo Folle e Jean Carlo Emer, todos alunos do Bacharelado em Ciência da Computação da UFRGS, sob a orientação de Carlos A. Heuser. A presente versão é de autoria deste último.

Qualidade dos mapas

Os mapas digitalizados são antigos, a maioria do Século 19. Obviamente, nesta época a topografia usava ferramentas rudimentares e o seus resultados não eram muito precisos. 

Além disso, ao sobrepor o mapa antigo ao atual, nem sempre é possível fazer uma correspondência exata entre eles, até por falta de pontos de referência comuns entre os dois mapas.

Resumindo, os mapas servem para dar uma localização aproximada de onde ficava o lote do imigrante, não tendo a pretensão de ser precisos.

Navegando nos mapas

Os dados contidos no banco de dados geográfico podem ser acessados de várias formas, usando os ícones que aparecem na parte superior direita dos mapas.

Clicando no ícone de busca (🔎), é aberto um painel que permite encontrar lotes por vários critérios:

  • Por colônia/linha
    • Seleciona-se o nome da colônia desejada e, após, o nome da picada. Aqui usa-se o nome picada para o que, em algumas fontes é chamado de linha e em outras, travessa . Ao clicar sobre o nome da linha, todos lotes da mesma são exibidos no mapa. Este procedimento pode ser repetido, permitindo a visualização de outras colônias ou picadas. 
  • Por nome de localidade
    • É possível fazer buscas usando o nome atual de uma localidade. Neste caso, deve ser fornecido o nome do município próximo ao qual encontra-se a picada procurada. Como resultado da busca, são mostrados os nomes de todas linhas próximas ao município escolhido. Clicando no nome da linha, seus lotes são exibidos. Somente são exibidos municípios para os quais há picadas no banco de dados.
  • Por sobrenome do proprietário
    • Outra forma de acessar os dados é fazer uma pesquisa por sobrenome do proprietário. A busca exibe sobrenomes similares ao fornecido. Clicando no sobrenome, os lotes do proprietário são exibidos.

O ícone de visualização (👁) abre um painel de seleção com todos itens que foram buscados. Clicando em um item, o mesmo é exibido no mapa. Clicando no símbolo ‘x’ que precede o item, o mesmo é excluído do mapa.

No mapa, ao clicar sobre um lote, são mostrados os dados do lote em questão, bem como os dados de seus proprietários, quando conhecidos. Entre os dados do lote, há um ícone de link (🔗) que permite copiar o endereço do lote, para compartilhamento e referências em outros sites.

Caso o usuário utilize o mesmo navegador em diferentes visitas, o sistema lembra os últimos itens pesquisados.

Como a exibição é feita com o Google Maps, todas facilidades deste serviço, podem ser usadas. Significa que é possível fazer zoom no mapa e também alternar entre exibição sobre o mapa e/ou sobre imagem de satélite.

Fontes

Para confeccionar os mapas foram consultadas as fontes listadas abaixo.

Fontes de dados cartográficos

  • http://www.esri.com
  • http://www.ibge.gov.br
  • 14 cartas planialtimétricas em escala 1:250.000. IBGE (digitalização CPRM; conversão coordenadas Licht, 2001)
  • Mario Sabattini (coord). La regione di colonizzazione italiana in Rio Grande do Sul. Consiglio Nazionale delle Ricerche, Centro di Ricerche per l’America Latina. 1:75.000. 2 mapas. Roma. 1975.
  • Ernst Müzell e Adalbert Jahn. Planta topográfica de uma parte do município de São Leopoldo. 1:75.000. 1870.
  • Planta cadastral parcial da Colônia Santa Cruz. 1:40.000, sem autor, sem data.
  • Prefeitura Municipal de Taquara. Planta do município de Taquara. Apresentado em observância ao Decreto 720 de 29 de Dezembro de 1944. Escala 1:200.000. 1946.
  • José Adriano Flesch. Planta do Município de Rolante. Lei nº 2527 de 12/12/1954. Escala 1:50.000. Aratinga. 20/03/1963.
  • Romano Piccoli. Mapa político, econômico e rodoviário do Município de Carlos Barbosa. 1961.
  • Plan de la Colonie Philippson. 1:40.000. s.d. apud Nicolaiewsky, E. Israelitas no Rio Grande do Sul. Porto Alegre. 1975.
  • Sem autor. Planta da Colônia Barão de Santo Ângelo. Escala 1:40.000. Sobradinho. 8/11/1948.
  • Planta Colônia do Mundo Novo. Terras colonizadas por Tristão José Monteiro, situadas no município de Taquara. Medição efetuada por Eugênio Dupasquier. Escala 1:31.600. se,m local.
  • José Adriano Flesch. Planta de Terras em domínio do Estado situadas no lugar denominado “Linha Henrique d’Avila” no 3º Districto do Município de Taquara. Escala 1:10.000. Planta nº 66. Gramado. 1º/11/1918.
  • Sem autor. Colônia Nova Petrópolis. Escala 1:40.000. Sem local. Sem data
  • Romano A Piccoli. Mapa econômico e rodoviário da Colônia Santa Clara. Escala 1:40.000. Sem local. Sem data.
  • Planta da Colônia de Santa Cruz, com as datas de terra confinantes levantada por João Martinho Buff Director da dita Colônia. Reduzida por Henrique Meyer. 
  • Mapa da Colônia de Santa Cruz. Escala 1:40.000. 1881. Planta nº 947. Cópia de Israel Azambuja. Directoria de Obras Públicas. Porto Alegre. 6/12/1890
  • M. Lopes. Planta da Colônia Silveira Martins. Planta nº 1106. Escala 1:40.000. Sobradinho. 11/02/1949.
  • José Ebling. Planta da Colônia Três Forquilhas – 2ª Secção Três Forquilhas. Município de Torres. Area total 26.166.000 m². Escala 1:10.000. 1944. Desenho por João Moravsky Itapeva 8/11/1945.
  • Colônia Três Forquilhas. Secção Três Forquilhas. Município de Osório. Secretaria da Agicultura, Indústria e Comércio. Diretoria de Terras e Colonização. Inspetoria de Terras do Leste. Escala 1:10.000. 1942.
  • Mario Machado Cardoso. Planta Geral do Vale do rio Três Forquilhas. Secretaria da Agicultura, Indústria e Comércio. Diretoria de Terras e Colonização. Inspetoria de Terras do Leste. Escala 1:50.000. Três Forquilhas 27/12/1941. Planta T 123.
  • Carlos Schwerin. Planta da Colônia Rio Pardense. Medida e demarcada pelo Agrimensor Carlos Schwerin. 1864-1865 augmentada 1873-1875. Núcleo colonial de Francisco Ant. Borges.

Fontes de dados cadastrais

  • Mario Sabattini (coord). La regione di colonizzazione italiana in Rio Grande do Sul. Gli insediamenti nelle aree rurali. Consiglio Nazionale delle Ricerche, Centro di Ricerche per l’America Latina. Cultura Cooperativa Editrice. Firenze. 1975.
  • Códice C-332 – Censo das Colônia Alemã de São Leopoldo. Daniel Hillebrand. 1848. Publicado na forma de livro: Povoadores Alemães do Rio Grande do Sul – 1847 – 1849, Otávio Augusto Boni Licht, Edições EST, Porto Alegre,  2005.
  • Rovílio Costa e Mário Gardelin. Os povoadores da Colônia Caxias. Porto Alegre: EST.
  • Códices AP062, AP062A, AP062B, C362, C363, F1213, F1220, F1221, F1223, F1224 (arquivos digitais cedidos pelo Arquivo Histórico do RS)
  • Códices C362, C363, C389, C385 e C390, apud Flores, H.A.H., Flores, M. Picada Café. Porto Alegre: Nova Dimensão. 1996