Vila de Santa Cruz – Mapa e proprietários

Vídeo explicativo do mapa vetorizado da Sede da Colônia de Santa Cruz
(é recomendado assistir em tela cheia)

Eu acabo de publicar o mapa vetorizado Santa Cruz – Povoação. O mapa reflete a situação da sede da colônia de Santa Cruz ao redor do ano de 1880.

Naquela época, a povoação de Santa Cruz constava de um núcleo formado por quadras retangulares. Este núcleo era cercado por chácaras de formatos e tamanhos irregulares. A idéia é que as chácaras produzissem alimentos para abastecer a cidade.

Eu construí este mapa vetorizado a partir de três mapas digitalizados,  RS – Santa Cruz – Cidade – 1870, RS – Santa Cruz – 1881 e  RS – Santa Cruz – Cidade – 1922.

Para a localização das quadras na área central da cidade, usei principalmente o mapa da cidade de 1870. Algumas quadras que não aparecem neste mapa, mas constam dos registros de propriedade consultados, foram copiadas do mapa da cidade de 1922.

Já a localização das chácaras que existiam ao redor da cidade vem principalmente do mapa da cidade de 1922. Como algumas das chácaras já haviam desaparecido em 1922, usei o mapa da colônia de 18881, onde elas também estão esboçadas.

Associado ao mapa vetorizado há um cadastro de proprietários que contém 952 registros de propriedade, referentes a 618 proprietários diferentes. Como para os demais mapas vetorizados no site, este cadastro pode ser pesquisado por nome da família.

Há origem do cadastro é o Códice C-393 – Santa Cruz – Registro de Terrenos da Povoação do Arquivo Histórico do RS e que está disponível no Familysearch neste link. Este cadastro lista os proprietários desde a criação da vila em 1855 até aproximadamente 1880.

Além de incluir os proprietários no banco de dados do site, disponibilizei o cadastro no formato PDF através dos links abaixo:

Algumas observações sobre o mapa e sobre o cadastro de proprietários vão a seguir.

  • Muitos dos proprietários originais requereram o terreno, mas não tomaram posse. Anotei este fato no campo de observação.
  • Muitos proprietários possuíam vários terrenos e até chácaras. Vide o exemplo é Carlos Trein Filho, que foi Diretor da Colônia por algum tempo.
  • Em muitos casos, terrenos vizinhos eram requeridos por vários membros de uma mesma família. Um exemplo são os terrenos de meus bisavós, Heinrich Heuser e sua esposa Catharina Bartz Heuser.
  • Ao Norte da povoação havia uma aérea denominada Logradouro Público. Nesta área fica hoje o Parque da Oktoberfest.
  • Dentro do Logradouro Público ficavam os dois cemitérios, o Católico e o Protestante. Não encontrei nenhum mapa mostrando a localização exata destes cemitérios. Assim, desenhei a localização com base no Códice C-393 e nas referências históricas sobre a cidade (vide bibliografia abaixo).
  • O curioso é que o Cemitério Católico ficava situado exatamente onde hoje está a Igreja Luterana, enquanto que o Cemitério Protestante ficava no lado oposto da rua.
  • Na literatura (vide abaixo), há várias menções ao fato de que, nos primeiros anos, os cadastros de proprietários não estarem bem organizados . Aparentemente, eles somente foram atualizados ao redor de 1870, na gestão do Diretor Carlos Trein Filho. Isso é comprovado pelo grande número de lotes que receberam título em 1870.
  • A localização da Igreja Católica estava determinada desde o primeiro mapa no centro da Quadra H.
  • Já a antiga Igreja Protestante ficava na metade Oeste do Terreno nº 1 da Quadra V. Segundo o C-393, esta metade teria sido doada à Igreja em 1869. Aparentemente, esta doação foi oficializada depois da construção da igreja, pois a mesma já havia sido inaugurada em 1867.
  • No mapa de 1870, aparece uma segunda praça, localizada entre as ruas hoje denominadas Júlio de Castilhos, Tenente Coronel Brito, Ramiro Barcelos e Venâncio Aires. Esta praça não foi implementada. No lugar dela, foi demarcada a Quadra Z. Esta demarcação deve ter acontecido depois de 1880, pois o C-393 não faz referência a ela.
  • No mapa de 1870, dentro da Quadra D, no lado oposto à Igreja Católica, havia um terreno destinado ao Diretor da Colônia. Aparentemente, este terreno teve outra destinação, pois no mapa de 1922 já aparece dividido conforme as demais quadras.

Nomes das ruas mudaram ao longo do tempo

Os nomes das ruas que aparecem no mapa da cidade de 1870 são diferentes dos atuais:

  • Rua Marechal Floriano era Rua de São Pedro
  • Rua Marechal Deodoro era Rua de Santa Cruz
  • Rua Tomás Flores era Rua do Arroio
  • Rua Tte. Coronel Brito era Rua Rio Pardinho
  • Rua Fernando Abbot era Rua Carumbé
  • Rua Ramiro Barcelos era Rua Catalã
  • Rua 28 de Setembro era Rua Taquarembó
  • Rua Júlio de Castilhos era Rua Saraiva
  • Rua Borges de Medeiros era Rua da Colônia

No livro Recortes do Passado de Santa Cruz, pp. 27-28 (vide bibliografia) há uma relação mais extensa, incluindo outras ruas e praças.

Bibliografia consultada

Para compreender melhor a evolução urbana de Santa Cruz, consultei os seguintes livros:

  • Hardy Elmiro Martin, Santa Cruz do Sul – de Colônia a Freguesia – 1849-1859, Santa Cruz do Sul, Associação Pós Ensino em Santa Cruz, 1979 (Este livro cobre o período inicial da colônia e é baseado em extenso levantamento feito pelo Prof. Hardy Martin em arquivos e bibliotecas)
  • João Bittencourt de Menezes, Município de Santa Cruz, Santa Cruz do Sul, EDUNISC, 2005 (Trata-se de um relato de J. B. Menezes, que por 27 anos foi Secretário Geral da Intendência em Santa Cruz. A edição original é de 1914. A edição citada resultou de revisão por Arthur Rabuske)
  • Ronaldo Wink, Santa Cruz do Sul – Urbanização e desenvolvimento, EDUNISC, 2002 (Este livro resultou de uma dissertação de mestrado do autor. É um excelente histórico do desenvolvimento da cidade de Santa Cruz. Contém cópias dos mapas da povoação que são mostrados no site)
  • Hardy Elmiro Martin (organizado e atualizado por Olgário Paulo Vogt e Ana Carla Wünsch), Recortes do Passado de Santa Cruz, EDUNISC, 1999 (O livro contém uma coletânea de artigos curtos do Prof. Hardy Martin cobrindo vários aspectos do desenvolvimento da cidade)

Proprietários de Santa Maria da Soledade

Esta postagem tem o objetivo de disponibilizar uma lista de proprietários de Santa Maria da Soledade, levantada pelos colegas Adair Oberger, Marc Storms e Pedro Argenti.

Como resultado de algumas visitas ao Arquivo Histórico do RS, Adair obteve um mapa de Santa Maria da Soledade. O mapa é particularmente importante, por possuir anexada uma lista de proprietários. Presume-se que a relação de proprietários seja de ao redor de 1860.

Nem o mapa nem a relação foram digitalizados para disponibilização no FamilySearch. Aqui no site, nós já temos um mapa digitalizado de Santa Maria da Soledade, que, inclusive, é mais completo do que aquele que foi encontrado no Arquivo Histórico. Entretanto, nós não temos os proprietários. Assim, Adair, Marc e Pedro fizeram o trabalho de digitação da relação de proprietários que aparece no mapa e gentilmente disponibilizaram esta relação para publicação no site das colônias.

Entretanto, na versão atual do GeoColony, não tenho a possibilidade de ligar proprietários a mapas digitalizados, somente a mapas vetorizados. Esta alteração vai me demandar algum tempo, pois envolve modificações não só no aplicativo como também no banco de dados.

Como sei que há interessados nesta relação de proprietários e para não deixá-los esperando até que eu consiga alterar o aplicativo, estou publicando a relação em formato PDF. Assim, usando o mapa digitalizado e a relação anexa, o pesquisador poderá encontrar o lote do imigrante em questão.

A relação está organizada de acordo com os distritos que compunham a Colônia. Santa Maria da Soledade estava dividida em quatro distritos, correspondendo aos quatro sócios do empreendimento (vide postagem específica).

Para cada proprietário, a relação contém o número do lote bem como o nome e o sobrenome do proprietário. Estes dados foram transcritos do mapa.

Adicionalmente, como os autores estão especialmente interessados na imigração belga, e como nesta colônia havia vários belgas (vide este histórico), para cada proprietário é informada a nacionalidade presumida. Caso o proprietário seja um belga, é fornecido o link para o site familienaam.be, que mostra a distribuição de sobrenomes na Bélgica.

Obrigado a Adair Oberger, Marc Storms e Pedro Argenti pela pesquisa e por disponibilizar os dados no site!

Links:

Fazenda Vitória

Ainda no final de janeiro, inclui no site um novo mapa vetorizado, o da Fazenda Vitória.

Este mapa, da mesma forma que o mapa do Maratá, colônia localizada logo ao Norte da Fazenda Vitória, é de autoria do colega Lauri Valdemar Krug.

O mapa foi construído a partir das informações constantes dos registros de terras. Para muitos dos lotes, Lauri identificou os proprietários, que igualmente encontram-se no site.

Para completar o trabalho, Lauri redigiu um pequeno histórico da Fazenda Vitória. No histórico, Lauri relata o desenvolvimento da área desde a época das sesmarias até o estabelecimento da colônia.

Colônia Teresópolis – Região do Rio Capivari

Recentemente, recebi do pesquisador Carlos Steiner, autor de uma importante trilogia sobre as colônias Teresópolis e Santa Isabel em Santa Catarina, mapas digitalizados destas duas colônias.

A presente postagem refere-se ao mapa SC – Teresópolis – Rio Capivari – 1863.

Este mapa cobre uma picada específica da Colônia Teresópolis, a do (Alto) Rio Capivari. A colônia Teresópolis foi fundada em 1860. Além da sede, a colônia possuía seis picadas coloniais: Rio Cedro, Rio Miguel, Rio Cubatão, Rio Novo, Rio Salto e Rio Capivari. Dessas picadas, apenas este mapa foi encontrado. O mapa original está guardado no Arquivo Público de Santa Catarina (APESC), tendo sido repassado a Carlos Steiner pelo Prof. Valberto Dirksen, professor aposentado de História da UFSC.

O mapa é de 1863 e está em alta resolução, permitindo boa aproximação. Os lotes estão numerados e anotados com o nome do proprietário na época.

O georreferenciamento pode não estar muito preciso, já que apenas o leito do Rio Capivari serviu como referencial. Significa que a localização dos lotes é apenas aproximada.

Mapoteca de José Adriano Flesch

José Adriano Flesch (Juca Flesch), nascido ao redor de 1880 em Taquara, residente em Gramado e falecido em 1962 em Torres (Morrinhos), foi um agrimensor e funcionário do Estado do RS. Em Gramado, há uma praça que leva seu nome.

Juca Flesch confeccionou/colecionou vários mapas de colônias no RS, principalmente na região entre Gramado, Taquara e São Francisco de Paula.

A mapoteca de José Adriano Flesch foi legada pelo seu filho Basilides Adriano Flesch, nascido em 1919 em Taquara e contador em Porto Alegre, onde faleceu em 1988. Basilides deixou a mapoteca para seu filho, o Arquiteto Carlos Armando Flesch (*Porto Alegre, 1955), que a doou ao Engenheiro Germano Noll.

Germano Noll se incumbiu da tarefa de digitalizar os mapas e divulgá-los para bibliotecas e prefeituras. Em 2018, Germano me repassou os mapas já digitalizados em alta resolução para publicação no site.

Aqui fica um agradecimento não somente ao Germano, como também aos membros da família Flesch (José Adriano, Basilides Adriano e Carlos Armando) por preservarem estes documentos tão importantes para a história de nosso estado.

Especificamente, a mapoteca consta dos seguintes mapas:

  • Nova Petrópolis
    O mapa não está datado. Como foi de propriedade de Juca Flesch, deve ser de antes da época de atuação deste (1930-40). Os lotes estão numerados. Não contém nomes de proprietários.
    Se compararmos a disposição dos lotes com o mapa atual, veremos tratar-se de um mapa bastante preciso.
    Uma curiosidade deste mapa é via férrea que ia até Canela, passando por Gramado. Como era necessário vencer uma grande altitude em um trecho curto, os engenheiros usaram uma solução criativa, o chamado “rabicho”. Para evitar a construção de túneis que não cabiam no orçamento da obra, o trem subia de ré no trecho que recebeu a denominação de rabicho (vide história neste link externo).
  • Gramado – 1936
    Pequeno mapa que mostra a cidade em 1936.
    José Adriano Flesch era proprietário de terras na cidade. Ele assinalou suas propriedades no mapa, juntamente com a localização de sua residência.
    Além de mostrar o traçado das ruas e da via férrea, o mapa mostra a localização da igreja e de alguns prédios públicos.
    Na época, devido ao clima mais frio e ao acesso por via férrea, Gramado era uma estação de veraneio, o que é indicado pelos vários hotéis que aparecem no mapa (Sperb, Fisch, Candiogo e Bertolucci) e já prenunciava a vocação turística da região.
  • Santo Antônio da Patrulha
    Mapa de 1949, que cobre uma grande área, partindo de Santo Antônio da Patrulha e subindo para o Norte até a linha de Gramado e São Francisco de Paula.
    Alem de mostrar algumas picadas, indica os grandes proprietários. Entre estes, há os sesmeiros do início do Século 19, mas também imigrantes empreendedores que haviam comprado as terras de seu proprietários originais.
  • Caraá
    Mapa não datado, devendo ser da primeira metade do Século XX. Cobre uma faixa de colônias que começa ao Norte da cidade de Osório, onde está o Morro Borússia e sobe até a região da nascente do Rio dos Sinos.
    São mostradas as picadas e a divisão em lotes, que estão numerados. Não contém nomes de proprietários. Comparando a disposição dos lotes com o mapa atual, vê-se que o mapa é bastante preciso.
  • Três Coroas – 1959
    Na margem esquerda do Rio Paranhama, onde ficava a Colônia de Mundo Novo de Tristão Monteiro, estão demarcados os lotes. Esta mesma área aparece no mapa Mundo Novo, neste site.
    No restante do mapa, estão marcadas picadas e grandes proprietários (sesmeiros ou imigrantes segundos-proprietários).
  • Santa Cruz – Três Léguas – 1938 e Santa Cruz – Três Léguas – 1946
    Dois mapas, feitos em um intervalo de oito anos, por José Adriano Flesch.
    Os mapas são de 1938 e contêm números de lotes e alguns nomes de proprietários. A correspondência com a realidade é boa.
    Cobrem a região denominada Três Léguas, que ficava no extremo Norte do município de Santa Cruz. Na época a região era parte do IV Distrito deste município.
    Na atualidade, esta região situa-se entre os municípios de Gramado Xavier e Boqueirão do Leão.

Mapas de Blumenau publicados

Conforme mencionado em postagens anteriores, o pesquisador Bruno Kadletz me passou vários mapas de colônias de Santa Catarina.

Entre eles, estavam os mapas da Colônia de Grão Pará, já carregados no site, conforme explicado na postagem correspondente.

Agora, terminei o geoprocessamento e carreguei no site os mapas referentes à Colônia de Blumenau, que igualmente me foram repassados por Bruno. Ele fez cópias em excelente resolução, o que permite um bom nível de aproximação (zoom) ao visualizar os mapas.

Foram publicados quatro mapas dessa região:

  • Blumenau – 1864
    Este mapa é de 1864, portanto, dos primeiros tempos da colônia.
    O mapa é bem menos preciso que o mapa de 1872. A parte mais a Oeste parece estar incorreta. 
    Além disso, tive dificuldades no georreferenciamento deste mapa. Os principais pontos de referência são os limites dos lote, já que as margens dos rios e arroios e as estradas podem ter se movido ao longo do tempo. Os lotes são difíceis de encontrar no mapa atual, pois a região é basicamente urbana ou então coberta de mata.
    Resumindo, o mapa não tem aspiração de ser preciso, servindo para uma localização aproximada dos lotes.
  • Blumenau – 1872
    Este mapa é mais recente (1872) que o precedente. Ele foi confeccionado pelo Eng. Emílio Odebrecht, o mesmo que fez o mapa de Grão Pará.
    O mapa é bem mais fiel à realidade. Me parece que consegui um georreferenciamento bem melhor que o do mapa precedente.
  • Blumenau – Cidade – 1864 e Blumenau – Cidade – 1872 são dois pequenos mapas detalhando a parte referente à cidade de Blumenau propriamente dita (chamada de Stadtplatz nos mapas). Estes dois mapas estavam inseridos dentro dos dois mapas precedentes.

Em todos os mapas de Blumenau, os lotes estão numerados mas não há nomes de proprietários. Proximamente, devo receber uma relação de proprietários e publicá-la no site. Quando isso ocorrer, farei uma nova postagem.

Uma curiosidade é que a numeração dos lotes é diferente nos dois mapas (de 1864 e de 1872). Como não pesquiso a região, não tenho uma explicação para o fato.

O vídeo a seguir apresenta os quatro mapas:

Taquara: dois novos mapas adicionados

Adicionei mais dois mapas digitalizados referentes à região próxima a Taquara, Rolante e São Francisco de Paula, que me foram passados por Otavio Boni Licht.

O mapa digitalizado Taquara – Nordeste abrange uma grande área entre as cidades de Taquara e São Francisco de Paula. Mostra grandes propriedades e os nomes de seus proprietários. Não são mostradas colônias. Pelos nomes de alguns proprietários, como Jacob Diefenthaeler e João Schmitt, estima-se que o mapa seja do período entre 1860 e 1890.

Já o mapa Mundo Novo refere-se à Colônia de Santa Maria do Mundo Novo, situada à margens do rio Santa Maria (hoje Rio Paranhana). O mapa não está datado. A colônia foi habitada a partir de 1846. O mapa deve ser de data posterior, visto que os lotes já estão demarcados. Não contém nomes de proprietários.

Juntamente com estes dois mapas, temos um conjunto de cinco mapas cobrindo esta região:

  • O mapa vetorizado de Taquara que cobre toda a região. Trata-se de uma mapa menos preciso. Em grande parte, contém apenas os contornos de grandes picadas e propriedades. Apenas algumas poucas picadas vão até o nível de lote. Entretanto, como o GeoColony, o software que exibe os mapas, permite mostrar de forma combinada um mapa digitalizado e um mapa vetorizado, este mapa pode ser útil como um guia para visualizar um mapa digitalizado da mesma região. Eu explico isto em um vídeo que está linkado ao final desta postagem.
  • O mapa digitalizado Taquara 1946 igualmente cobre toda região. Foi ele que serviu de base para a confecção do mapa vetorizado mencionado no item anterior. Como foi georrefenciado mais recentemente, parece mais fiel à realidade.
  • O mapa digitalizado de Rolante cobre a parte Leste da região toda. Este mapa é muito detalhado e preciso e contém lotes com respectiva numeração.

O vídeo a seguir descreve o relacionamento entre estes cinco mapas e explica como navegar entre eles.

Novo mapa digitalizado: Município de Rolante

Acabei de fazer o georreferenciamento e a publicação de mais um mapa digitalizado, desta vez cobrindo o Município de Rolante, RS.

O mapa mostra lotes coloniais com sua numeração, mas não contém proprietários, exceto para áreas maiores.

Este é um dos muitos mapas digitalizados que me foram passados por Otavio Licht. A cópia que Otavio criou é de alta resolução, o que permite bons níveis de aproximação para a visualização de detalhes.

Pela legenda, o mapa foi confeccionado para cumprir um requisito de uma lei de 1954. Assim, deve ser de alguma data posterior. Aliás, no site encontram-se vários mapas desta época. Provavelmente, houve alguma legislação obrigando os municípios a mapearem sua área rural.

Excetuando a região Sudeste do mapa, ele parece ser bastante fiel à realidade. Para fazer o georreferenciamento tomei como base os rios e arroios, que naquela região, próxima da Serrra do Mar, correm em vales profundos e têm poucas modificações ao longo dos tempos.

No vídeo abaixo, apresento o mapa e comento estes detalhes:

Santa Maria da Soledade e Sul de Garibaldi

No site já tínhamos os mapas vetorizados de Santa Maria da Soledade e de Garibaldi.

Agora, recebemos de Otavio Licht dois mapas digitalizados que cobrem parte desta região. Estes mapas foram georreferenciados e estão sendo disponibilizados:

  • O mapa Santa Maria de Soledade é um mapa de 1875 da Colônia com esse nome. Ela havia sido criada em 1857 por Montravel, Silveiro & Cia, empresa de colonização fundada por Montravel (à vezes referenciado com o título de Conde), Israel Soares de Barcelos, Dionísio de Oliveira Silveiro e João Coelho Barreto. Como pode ser visto no mapa, a Colônia era dividida em quatro picadas, cada uma com o nome de um dos sócios.
    Este mapa é bastante fiel à realidade. Os lotes estão numerados, mas não contém os nomes dos proprietários. Aliás, segundo uma lista de códices relativos à imigração encontrados no Arquivo Histórico do RS, o Códice C313 seria aquele que contém uma relação de proprietários desta colônia.
  • O outro mapa cobre a parte Sul da Colônia Garibaldi e faz interseção com o mapa de Santa Maria da Soledade. Este mapa não está datado e parece ser bem mais recente, pois contém o nome de várias localidades que foram surgindo depois do estabelecimento da colônia.
    São mostradas as picadas Azevedo de Castro, Boa Vista, Estrada Geral (ou Estrada Nova, como aparece neste mapa) e Santa Clara.
    Assim como o mapa anterior, contém apenas números de lotes, sem identificação de proprietários.

No vídeo abaixo, explico os mapas e mostro sua relação com os mapas vetorizados que cobrem a mesma região.

Estamos entrando em Santa Catarina

Com a colabaração de Bruno Kadletz, um pesquisador de Santa Catarina, estamos iniciando a publicação de mapas de colônias daquele estado.

A primeira colônia que estamos cobrindo é a Colônia de Grão Pará, situada a Oeste de Tubarão. Para esta colônia, temos dois mapas:

  • Grão Pará – Geral: Este mapa dá uma visão geral da região ao redor da colônia propriamente dita. Serve para mostrar onde se situava a colônia e as estradas que a ela levavam.
  • Grão Pará – Lotes: Mapa muito preciso e detalhado que mostra os lotes coloniais e os respectivos proprietários. Estima-se que reflita a situação do ano de 1890 aproximadamente.

O vídeo abaixo faz uma breve introdução a estes mapas (como sempre no site, recomenda-se visualizar o vídeo em tela cheia).

Obrigado ao Bruno pela contribuição!